Belo Horizonte - 30 de novembro de 2008
Domingo – 1:30h
Após contato, o Supermercado Super Nosso não explica (nem responde) reclamação acerca de "eclair de nutella".
Dou início a esta postagem já pedindo desculpas aos leitores. Reconheço que este, com toda certeza, não seja um assunto de interesse geral, mas, ainda assim, penso que devo abordá-lo, como tentarei justificar abaixo.
Há uma história.
No dia 17 de novembro de 2008, este que vos escreve, como já de costume, realizou a compra de alguns víveres e, porque não dizer, guloseimas, no Supermercado Super Nosso do Luxemburgo, em Belo Horizonte, Minas Gerais.
Na oportunidade, trouxe para casa uma embalagem com 4 “éclairs” (bombas de chocolate) de nutella. Um doce ao qual eu já havia me “afeiçoado” e consumia com certa regularidade.
Qual não foi minha surpresa naquele dia, ao chegar em casa, e me deparar com um nojentíssimo cabelo que despontava tal qual uma antena do confeito.
“Tem certeza de que é mesmo um cabelo?” Houve quem me perguntasse.
Certeza absoluta eu não tenho. Não provei e nem submeti a exames laboratoriais. Contudo, o melhor que aquilo pode ser é um fio de cabelo mesmo. Se não for de cabelo talvez possa ser de algo pior. O certo é que não se trata de coisa que, normalmente componha o doce.
Antes de tudo, devo dizer que sou cliente de tal supermercado, apesar do pouco tempo em que se encontra no bairro. E é por me considerar um consumidor regular, cuja intenção não é a de abandonar a loja, que me senti na obrigação de contatar, via e-mail, o Super Nosso, e expor o problema, como um meio de evitar a sua reiteração.
Até então, a questão se encontrava restrita a mim, ao Super Nosso, e a mais uma pessoa que também desistiu de comer o confeito, mas cujo nome não vem ao caso. Todavia, após meu contato com a instituição, não recebi nenhuma resposta, nenhum respeito, nenhuma informação acerca daquela "antena" no meu doce.
Vinte e dois dias depois, já é hora de parar de esperar. A postagem neste Blog, encerra a minha indignação.
O leitor talvez me diga: "puxa vida Bigus, tanta revolta por um mero cabelinho? "
Boa colocação, e é uma questão que merece ser endereçada, afinal, haverá leitores, tais como o avestruz, para os quais comer o sorvete que caia na areia não fará a menor diferença, quanto mais "estranhar" um mero cabelinho.
Caros amigos, de "mero" o tal cabelo não tem nada. Ainda assim, a indignação não decorre apenas disso, mas de dois outros motivos combinados: a) o pouco caso do supermercado com o meu e-mail e; b) a sombra que o episódio lançou sobre minhas relações com as bombas de chocolate em geral. Desde então, toda vez em que como bombas de chocolate, por precaução, procuro por uma "antena" escondida.
Abaixo, apenas para quem goste de imagens fortes, estão disponíveis três fotos do doce, em ângulos diversos. Já os avestruzes, acharão o doce com a "cara boa".



Por fim, manterei este "fóssil" congelado, para a eventualidade de o supermercado vir a ter algum interesse em recebê-lo de volta para análise.