Página Inicial

Página Inicial do Blog

 

Belo Horizonte - 05 de agosto de 2009
Quarta-feira - 01h23min

No Senado da crise ética, Minas tem três Senadores: dois invisíveis e um “paraguaio”.

É de lascar a postura dos Senadores por Minas Gerais no que concerne à atual crise do Senado Federal, e que tem atingido, em cheio, o seu presidente, o oligarca Jose Sarney.

E é incrível porque mostra o quanto os senadores estão distantes dos mineiros, e o quanto a representação que exercem está aquém do que merece o Estado.

Dos três representantes de Minas, é pública e notória a posição de um deles: Wellington Salgado (PMDB -“Paraguai”). Este senhor, que ocupa a vaga para a qual foi eleito o Sr. Hélio Costa, foi, antes, membro da tropa de choque na defesa do Senador Renan Calheiros, e, agora, coloca-se na linha de frente na defesa do Senador José Sarney. Trata-se de um fiel escudeiro do atraso político.

Há quem diga que os parlamentares agem no interesse de suas bases. Wellington Salgado (PMDB-Paraguai), contudo, é suplente; não tem base e não tem voto, e, portanto, não deve satisfações aos Mineiros. Quem nos deve é o Ministro Hélio Costa, que entregou a vaga de Minas no Senado a quem não teve o compromisso e nem a estatura necessária para representar o Estado.

As posições do sr. suplente são deploráveis, mas ao menos são públicas, são conhecidas. O sujeito dá entrevistas, participa de programas de rádio e de televisão, e todo mundo sabe o que ele pensa. Todo mundo sabe que o Senador Wellington Salgado é da tropa de choque “do capeta e das trevas”.

Já os outros dois senadores pelo Estado, que foram eleitos no voto, são bem mais "discretos" quanto à crise. Na página do Senador Eduardo Azeredo, por exemplo, não há nenhuma referência ao tema. Nenhum dos discursos ali publicados endereça o problema da crise ética que assola o Senado Federal.

Quer saber o que o Azeredo pensa da visita ao Brasil do Ministro das Relações Exteriores da Jamaica? É só ler o discurso dele sobre isso. Quer entender porque ele foi contra o apoio dado pelo governo ao ex-ministro da Cultura do Egito para o cargo de Diretor-Geral da UNESCO? Ele também já discursou sobre o tema.

Acerca destes, e de vários outros assuntos, é possível conhecer, através da leitura de seus discursos, as posições e opiniões do senador Azeredo. Tudo isto está disponível em sua página na internet. Sobre a crise ética do Senado, contudo, não há nem uma linha, nem uma palavra.

Por fim, temos o Senador Eliseu Resende (PFL/DEM-MG), que é membro do Conselho de Ética. Tão ou mais discreto que Azeredo, também não diz muito sobre a questão. Sua atuação no Conselho de ética, todavia, tende a dizer tudo.

Não é por acaso que Azeredo e Eliseu Resende mantêm tanta “discrição” em face da crise ética. Por serem do bloco de oposição, talvez fosse de se esperar que tivessem uma postura mais agressiva contra a balbúrdia administrativa no Senado. Mas o fato de estarem no campo político do governador Aécio Neves é um indicativo de que este tem a intenção de não queimar nenhuma ponte.

Minas está assim. Tem um senador sabidamente mancomunado com o “demo”, e outros dois querendo manter intactas as pontes rumo ao atraso e ao inferno.

Libertas quae sera tamen.

Blog do Bigus - Copyright © 2008-2009 - Claudio Henrique Ribeiro da Silva - Alguns direitos reservados.