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Belo Horizonte - 10 de agosto de 2009
Segunda-feira - 22h23min

Paulo Duque é Sérgio Cabral, e Wellington Salgado é Hélio Costa.

Nos últimos dias, como seria de se esperar, o Senador Paulo Hermínio Duque (PMDB-RJ), suplente de suplente, com a carreira política praticamente encerrada, e sem nenhum compromisso com a população, arquivou, sem mais delongas, todas as representações contra José Sarney no conselho de ética do Senado. Os holofotes o apontaram como vilão para toda a nação. E era mesmo.

Ocorre que o infeliz Paulo Duque, que não teve votos para chegar ao Senado, possivelmente, até mesmo pela idade avançada, não precisará de votos para chegar a mais lugar nenhum. Está no Senado por obra de outrem, e não se preocupa com a prestação de contas de sua atuação parlamentar.

Paulo Duque é o típico sujeito cuja situação não recomendaria a participação em decisões ou comissões importantes no Senado. Afinal, é mais um daqueles para quem o eleitor é irrelevante, de tal modo que se sente livre para compor qualquer “tropa de choque”.

É por isso que as ações do Senador Paulo Duque devem ser debitadas na conta do Governador Sérgio Cabral. Afinal, Cabral era o titular da vaga, e renunciou para assumir o governo do Estado do Rio de Janeiro. O suplente seria Regis Fichtner Velasco que, todavia, também deixou a vaga para assumir Secretaria de Estado no Governo de Sérgio Cabral. Assim, bastaria um mero ato administrativo de Sérgio Cabral para que Paulo Duque fosse para casa vestir pijamas.

Se existe um Paulo Duque no Senado, isto se deve exclusivamente ao Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio de Oliveira Cabral Santos Filho (PMDB-RJ).

A mesma regra vale para o Senador Wellington Salgado (PMDB-MG-paraguai), que só existe porque existe um Ministro Hélio Costa que, por sua vez, vilipendiando a representação de Minas, abandonou a vaga no Senado.

Não tenho lido ou visto, na grande mídia, críticas aos titulares das vagas cujos suplentes têm formado a tropa de choque pró-sarney. A crítica aos suplentes é necessária, mas é como “chutar cachorro morto”.

Quem deve prestar contas da lambança que vem sendo feita pelos senadores sem voto são aqueles que foram eleitos para as respectivas vagas no Senado.

As eleições vem aí, e eu quero explicações; senão de Sérgio Cabral, ao menos de Hélio Costa.

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